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  • Aninha

Nossos domingos no Pacuca: um lugar para brincar, colher e aprender.


Olá pessoal!

Se tem uma coisa que eu gosto de fazer aqui no meu bairro é ir brincar no Pacuca. Quando meus pais me convidam para passar as manhãs de domingo por lá, eu já deixo a minha mochila prontinha no dia anterior. Levo bola, boné, protetor solar, uma toalha grande, lanchinhos e muita água. E eu vou te explicar o porquê de tanta animação:


É que na verdade, Pacuca significa Parque Cultural do Campeche, um espaço enorme de grama bem verdinha que, hoje em dia, se tornou um ponto de encontro das famílias do bairro. Um lugar super legal para descansar, brincar, praticar esportes e, também, participar de eventos culturais, feiras e muito mais.



Quando vamos até lá, sempre peço para os meus pais me levarem para ver a Horta Comunitária. Ela é gigante e tem tantas coisas gostosas para colher...

... alface, couve, brócolis, couve-flor, beterraba, aipim, milho e muitas outras verduras e legumes que eu nem sei o nome. Ah! tem frutas também, e a minha preferida é a melancia.



É muito gostoso ficar andando entre os canteiros e admirar aquelas plantas tão verdinhas e saudáveis. Eu também gosto de ver as árvores que existem por lá, pois sempre me lembro das saídas de estudos que eu já fiz com a turma da escola. Quando visitamos o Pacuca, costumamos plantar mudas de árvores frutíferas, uma atividade que, aliás, também já fizemos em família e que eu nunca esqueci.


Me lembro do que ouvi da minha professora e dos voluntários que cuidam da horta a respeito da compostagem. Saber o que é, como fazer uma composteira em casa e que esta atitude pode ajudar o planeta foi uma das coisas mais importantes que eu já aprendi.


E você imagina que antes disso, o terreno tinha um mato muito alto e era usado para descartar lixo e entulhos? Sempre que eu me lembro disso e vejo aquele montão de árvores, penso em uma frase que a minha mãe sempre me diz:


“Aninha, se nós estivermos juntos e de mãos dadas para fazer o bem, podemos mudar o mundo para melhor! ”.


"Cultive, cuide, queira bem, que o resto vem".


Eu nunca havia entendido muito bem o que significavam as escritas daquelas plaquinhas penduradas no pinheiro perto da horta do Pacuca. Mas, agora, eu sei muito bem o que elas querem dizer.


Puxa! No final, minha mãe sempre tem razão!!! Ela realmente sabe de muitas coisas e sempre tem histórias legais para compartilhar.


Um dia ela me contou que o “coração” dos canteiros da horta comunitária do Pacuca tem o formato de um avião, você acredita? Então veja a imagem a seguir, ela é uma fotografia aérea e demonstra os canteiros centrais da horta vistos de cima. Se você prestar atenção, perceberá que eles tem o formato das asas de um avião.



Não é demais?

E isto foi feito para homenagear o local, que antigamente era conhecido como Campo de Aviação. Ah!! A respeito disso, quero partilhar uma história que a minha mãe sempre repete quando vamos ao Pacuca...


... começa assim:

a gente estende a nossa toalha no gramado, abrimos a cesta de piquenique e, enquanto lanchamos, mamãe me lembra de como o Pacuca era há muito tempo atrás e de como ele é importante para a história da pesca e da aviação de Florianópolis.




Então, ela me conta que o Pacuca já foi o primeiro aeroporto de Santa Catarina, conhecido como Campo de Aviação. Ele era usado por pilotos de uma companhia de aviação francesa que usavam o local como um parada obrigatória de descanso, abastecimento e manutenção dos aviões, antes de seguirem viagem para outros países como a Argentina, o Chile e Uruguai. O objetivo dos voos era o de entregar correspondências para estes países da America do Sul, o que aconteceu entre os anos de 1920 e 1940.

Eu gosto de ouvir, especialmente, a parte da história em que mamãe me conta sobre as aterrissagens dos aviões, que eram feitas na pista de grama natural. Nesta hora eu fico olhando para o horizonte e imaginando as aeronaves subindo e descendo bem na minha frente.

E em pensar que, geralmente, os pilotos chegavam aqui de noite e que alguns agricultores e pescadores do Campeche tinham a importante tarefa de subir o morro do Caboclo para levar, acender e deixar um lampião abastecido de azeite sobre o ponto mais alto do morro, a pedra do urubu. Isto ajudava a sinalizar o morro e a orientar os pilotos durante as suas aterrissagens. No dia seguinte, eles retornavam para apagá-lo bem cedinho e eles repetiam esta tarefa várias vezes. E é por isso que o Morro do Caboclo ficou conhecido como Morro do Lampião, um lugar super especial onde nós adoramos fazer trilha, mas esta história eu conto em um outro dia.


Então, chega a parte em que a minha mãe fala a respeito da casa de administração, conhecida na época como Casa da Aviação e que ainda existe aqui no Pacuca! Um lugar onde antigamente eram servidas as refeições para os pilotos franceses e que os nativos do Campeche começaram a chamar de Casa da Popota. Este nome é engraçado e foi usado em homenagem a palavra "popote", que em francês significa refeição.



Nos dias de hoje, esta casa se chama “Casarão Zeperri”, uma homenagem ao nome de um dos pilotos que foi o comandante da companhia francesa: Antoine de Saint Exupéry. Sim!!! Este mesmo que você deve estar imaginando: o autor do famoso livro "O pequeno príncipe" que, na época, ficou conhecido entre os pescadores do Campeche por Zé Perri.




Zé Perri ficou tão famoso por aqui, que a principal Avenida do Campeche recebeu o nome do seu livro: "Avenida Pequeno Príncipe". Rua que, inclusive, é um dos principais acesso ao Pacuca.


Não é legal saber de toda esta história? Imaginar que o Pacuca já foi tudo isso e que ainda pode ser muito mais!


Quando estamos lá, ficamos imaginando quantas coisas legais ainda poderiam ser feitas no Pacuca. Minha mãe imagina, por exemplo, que o Casarão Zeperri poderia ser reformado e transformado em um espaço cultural para as pessoas conhecerem a história do Campo da Aviação e dos pilotos franceses.


Já eu, queria mesmo é que fosse criado um espaço onde as crianças pudessem assistir a contações de histórias, apresentações musicais e fazerem arte de alguma forma. E meu pai então?! Sonha com um local onde os voluntários da horta pudessem ensinar outras pessoas a cuidarem do meio ambiente, construir hortas e reciclar o lixo. Ah! Ele também acha que seria legal construírem um hangar de aviões, com miniaturas de aviões franceses parecidos com os modelos que pousavam ali antigamente. Eu adorei esta ideia!


Ah! Minha mãe também sempre diz que casinhas açorianas poderiam ser construídas no parque para que, dentro delas, os pescadores pudessem nos ensinar a como costurar uma rede de pesca, como pescar a tainha e tudinho que sabem sobre o mar. Seria mesmo fantástico, você não acha?



Mas, como a mamãe sempre diz, para tudo tem o seu tempo e nada acontece antes da hora que deve ser. Então, o jeito é esperar. Mas, enquanto eu espero, aproveito para jogar futebol, fazer piquenique, colher verduras fresquinhas e aprender muito no nosso Pacuca!



E se você ainda não conhece o parque, visite-o assim que puder! Tenho certeza que você vai adorar e que terá muitas histórias para contar. Por enquanto, olha só o desenho que eu fiz para a gente colorir! Espero que se divirta enchendo o Pacuca de cores!




Este desenho faz parte de uma série de outros, criados para você colorir e aprender a respeito de lugares incríveis na Ilha da Magia.


Quer saber mais? Acesse o link:

https://www.aninhapelobrasil.com.br/product-page/livro-de-colorir-aninha-floripa-f%C3%ADsico







Para saber mais:

O Parque Cultural do Campeche (Pacuca), tombado como patrimônio histórico e cultural de Florianópolis, é uma área de lazer da comunidade local com mais de 150 mil metros quadrados e que fica localizado à 500 metros da praia do Campeche. Antigamente a área pertencia ao Campo da Aviação, e que foi reivindicado pela comunidade para a implementação do parque. O espaço ainda contempla a Horta Pedagógica e Comunitária, que nasceu de um projeto sem fins lucrativos em 2015 e se tornou um espaço de convívio e integração mantido por voluntários. Nela, voluntários se dedicam para o cultivo de produtos orgânicos e ações de conscientização ambiental junto às crianças. Além disso, serve como um espaço de aprendizado que recebe a visitação frequente de instituições de ensino que levam crianças para conhecerem o projeto e aprenderem a respeito do tema preservação ambiental. A produção da horta é para consumo da comunidade e dos envolvidos nas atividades voluntárias, mas, também, para o auxílio de instituições filantrópicas como asilos e cozinhas solidárias e, ainda, famílias carentes de outros bairros da cidade. O Pacuca é um espaço ao ar livre onde se pode usufruir de momentos de lazer, esporte, recreação, educação, atividades sociais que fazem a diferença na qualidade de vida da comunidade e da população em geral


Até a próxima aventura pelo nosso rico e fantástico Brasil!

Com carinho, Aninha.

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