• Aninha

Minha aventura até a Fortaleza de Anhatomirim: barcos, piratas e muitas histórias para conhecer.

Atualizado: Out 13

Hoje vou te contar a grande aventura que vivi no mar e na terra junto com meus pais. Foi inesquecível e tenho certeza que, se você ainda não conhece, vai querer fazer este passeio também!

Naquela manhã eu acordei cedinho, estava animada com o convite que meus pais me fizeram no dia anterior:

- Aninha, vamos conhecer a Fortaleza de Anhatomirim? – meu pai perguntou animado.

E então, ele me explicou que “fortaleza” é uma construção antiga que foi feita para proteger um lugar ou uma cidade. E que em Florianópolis existem quatro, sendo que a de Anhatomirim é uma delas.

Que nome engraçado, eu queria saber o que ele significava. Então perguntei:

- Mas Pai, o que é Anha..Anha...

-Anhatomirim Aninha, que na língua tupi guarani significa “ilha pequena do diabo”. Nesta ilha está a Fortaleza de Santa Cruz que vamos conhecer e que, há muito tempo atrás, ajudou a proteger a ilha de Santa Catarina de ataques de invasores de outros países e de piratas.

As palavras do meu pai eram difíceis de entender, mas eu sentia que esta aventura seria incrível! Ilha do diabo, fortaleza, piratas... uau!!! Eu estava empolgada. Peguei minha mochila, pendurei a minha máquina fotográfica no pescoço e partimos.

Fomos de carro até a praia de Canasvieiras, no norte da ilha de Santa Catarina, de onde partiríamos para o nosso passeio. No caminho minha mãe me explicou que para chegarmos até a Fortaleza era preciso ir de barco, pois ela fica no município de Governador Celso Ramos. E que também existe outra maneira de chegar, saindo da Avenida Beira Mar norte no centro de Florianópolis.

Passear de barco? Achei sensacional! Minha imaginação me fez viajar e comecei a imaginar os barcos de piratas dos filmes e dos livros de histórias, que usavam chapéus engraçados com três lados, tapa-olhos, tinham ganchos e pernas de pau, espadas e papagaios pendurados em seus ombros. E pensei, será que iríamos encontrar algum por lá?


Ao chegarmos à Praia de Canasvieiras, não conseguia acreditar no que estava vendo e, empolgada, gritei:

- OLHA LÁ!! É UM BARCO PIRATA PAPAI!

E, sorrindo, meu pai disse:

- Sim Aninha, é um barco pirata. E é nele que vamos embarcar.


Chegando perto do barco, vi que os piratas estavam lá. Eu não conseguia tirar os olhos deles, pois eram realmente iguaizinhos aos piratas que imaginei, eu estava certa! Eles usavam roupas e cabelos engraçados, mas... Cadê a perna de pau e o papagaio? – pensei intrigada.

Não estava assustada não, pois vocês já sabem que eu sou muito corajosa. Eu estava curiosa, eu queria saber mais! E assim que encontramos um lugar para sentar dentro do barco, perguntei:

- Pai! O que um pirata faz?

Meu pai demorou um pouco para responder e, coçando a cabeça, explicou:

- Aninha, os piratas existem há muito tempo. Antigamente eles viviam em grupos de todos os tipos de pessoas, mas a maioria deles eram homens do mar que sempre moraram em navios, e que tinham como chefe um Capitão. Para sobreviverem e poderem navegar, eles assaltavam outros navios e roubavam as suas riquezas para venderem para outras pessoas. E por fazerem isso, eles acabavam causando muitos problemas. Hoje em dia, eles ainda existem em alguns locais distantes daqui. Mas, estes piratas que nós estamos vendo aqui são somente personagens de um teatro que vai acontecer para animar o nosso passeio. Fique tranqüila, será divertido!

Agora sim, eu já sabia o que precisava. E meu pai estava certo, me diverti muito vendo os piratas cantarem e dançarem, eles até brincaram com a gente!

Durante o passeio, passamos por um lugar chamado Baia dos Golfinhos. Um lugar que preserva estes mamíferos marinhos que eu adoro! Fiquei de olho na água, para ver se eu conseguia encontrar um golfinho, mas, naquele dia eles não apareceram e eu fiquei chateada. Eu sabia que isso poderia acontecer, pois minha mãe já havia me explicado que na natureza tudo tem o seu tempo, que as coisas não acontecem como a gente quer e sim como deve ser. Mesmo assim, perguntei se a gente poderia voltar outro dia para tentar encontrá-los. Enquanto isso eu aproveitei para fotografar aquele mar azulzinho e calmo.

O barco parou por ali, e descemos para conhecer um pouco do vilarejo. Aproveitamos para almoçar e passear. Durante a caminhada, encontramos uma igrejinha amarela com portas vermelhas e com uma cruz bem em frente dela. E é claro que eu quis tirar uma foto.


Depois de um tempinho, voltamos para o barco e continuamos a nossa viajem até a fortaleza. Aproveitei para curtir o passeio e tirar mais fotografias com a minha máquina.

De repente, lá de longe avistamos a ilha e a Fortaleza. Então, fomos nos aproximando de um píer onde outros barquinhos coloridos estavam estacionados.

Eu queria descer, estava ansiosa para conhecer a fortaleza.

Caminhando em direção a entrada da Fortaleza, minha mãe me explicou:

- Aninha, esta é a Fortaleza de Santa Cruz da ilha de Anhatomirim...

Sem deixá-la terminar de falar, conclui:

- A fortaleza da ilha pequena do diabo, não é mãe?

Sorrindo, ela prosseguiu:

- Isso mesmo Aninha! Ela foi construída no ano de 1739, e levou 5 anos para ser terminada. Veja como a sua entrada é grandiosa! Suas paredes foram feitas com grandes pedras e o que sabemos é que muitos soldados, escravos africanos e indígenas ajudaram a construí-la. Quando entramos no pátio da fortaleza, eu saí correndo. Queria tocar as paredes de pedra. Nossa!

Fiquei pensando como que aquelas pessoas conseguiram carregar e empilhar aquelas pedras tão pesadas. Minha curiosidade era tanta, que comecei a perguntar:

- Mãe, porque eles construíram este lugar?

- Filha, esta é uma das quatro fortalezas que formavam um conjunto de construções que serviram para proteger e defender a ilha de Florianópolis contra invasores. São elas: a fortaleza de Ponta Grossa, a de Santo Antonio de Ratones, a de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba e esta que estamos agora. Durante o nosso passeio, você verá canhões de guerra pelo pátio, pois eles usavam este tipo de arma para defender estas terras. Os soldados moravam aqui, eles se alimentavam, dormiam e se exercitavam nestes pátios.

Eu ouvia minha mãe com os olhos bem abertos, quase sem piscar! E enquanto ela me falava eu olhava ao redor, tirando fotos para guardar aquele momento para sempre e poder contar para meus amigos tudo o que estava aprendendo.

Minha mãe continuou:

- Mas, eu quero te contar uma curiosidade Aninha: este lugar também já foi um hospital, onde pessoas ficaram para serem cuidadas de suas doenças. Mas hoje em dia, ela é um Patrimônio Histórico Nacional, ou seja, que significa que ela foi restaurada e recuperada pela Universidade Federal de Santa Catarina para se tornar um local de estudos, pesquisas e ponto turístico para os visitantes conhecerem um pouco mais da historia de Florianópolis. Durante o ano mais de 180 mil pessoas visitam as quatro fortalezas da nossa região, assim como nós estamos fazendo agora. Quanta gente não é?

Uau! Quanta gente mesmo! E eu fiquei surpresa ao saber de tudo aquilo. Minha mãe me falava palavras que eu nunca havia ouvido antes: quartel, tropa, comandante, pólvora, paiol... e eu ouvia tudinho enquanto observava tudo ao meu redor.

Fiquei feliz em poder aprender tantas coisas assim, mas no finalzinho da nossa visita já estava cansada.

- Pai, pode me levar no seu cavalinho? – perguntei a ele.

Então subi em seus ombros, segurei em seu pescoço e, assim, fui me despedindo da Fortaleza. Estávamos chegando ao final do nosso passeio quando vi algo que me chamou a atenção e disse:

- Pai! Quero descer!

Sai correndo em direção a uma árvore. Ela era tão linda, e estava carregada de frutas. Fiquei impressionada com o tamanho daquelas frutas amarelas, nunca tinha visto algo igual! E eu a fotografei rapidinho, pois ela faria parte da minha pesquisa de casa a respeito da Fortaleza. Que arvore será que era aquela? Qual o nome daquela fruta? Será que ela é doce ou azeda? Será? Será....


Tinha visto tantas paisagens lindas, aprendido tantas coisas legais e importantes com a ajuda de meu pai e de minha mãe... sem dúvida este passeio ficaria gravado para sempre nas minhas lembranças de infância.


Foi quando disse a minha mãe:

- Mãe, acho que esse passeio não vai caber na folha de papel do meu desenho.

E ela, sorrindo, respondeu:

- Que tal se você fizer mais de um? Assim teremos mais folhas para colorir juntas.

Eu adorei a idéia. E foi exatamente isso que eu fiz.

Esta sou eu amiguinhos! Uma menina que coleciona aventuras, que guarda as suas histórias na mente e no coração, que aprende enquanto passeia, fotografa e desenha e, é claro, faz um montão de perguntas. Sou uma menina de sorte! Por ter um pai e uma mãe que, pacientemente, tentam responder a cada uma delas.

Hoje, foi embarcou com a Aninha para uma aventura até a Fortaleza de Santa Cruz da ilha de Anhatomirim, que faz parte do município de Governador Celso Ramos na grande Florianópolis – SC. Esta fortaleza encanta pela sua importância histórica, seus traços arquitetônicos coloniais portugueses, e a linda paisagem ao redor, ocupando uma área de 2.678 m2, e, por isso, é um dos passeios mais procurados na Ilha. E você pode fazê-lo a partir de barcos piratas ou escunas que saem da Praia de Canasvieiras ou outros pontos na região central da ilha. O percurso também pode contemplar a passagem pelas Fortalezas de São José da Ponta Grossa e pela Baía dos Golfinhos, e pode fazer paradas para almoço em pontos estratégicos. A fortaleza funciona diariamente das 9 as 17h durante a baixa temporada, e das 9 as 19h na alta. O ingresso inteiro para a entrada na fortaleza custa em torno de R$ 8,00 (2019) e o passeio pode durar, em média 6 horas. Um lugar para passear em família, experimentar uma grande aventura enquanto se aprender a respeito da história desta região e se viaja no tempo!

Dicas da Aninha para você e sua família:

Há lugares em que se pode tomar banho de mar, então leve roupa de banho. Use protetor solar, vocês irão precisar dele no barco e durante a caminhada pelo pátio da Fortaleza para se protegerem dos raios do sol. Use boné ou chapéu, e de preferência vá de tênis e leve chinelos junto. Apesar de ter parada para almoçar em um restaurante de comida caseira, é bom levar um lanchinho. Garrafinhas de água não podem faltar, e algum equipamento com o qual você possa tirar muitas fotos, pois este lugar é lindo! E outra super dica: use uma mochila para carregar tudo isso, ela será muito útil!

Abaixo, partilhamos com você um dos desenhos que a Aninha fez com a ajuda de seus pais, para registrar esta grande aventura:



Ele faz parte de uma série de outros desenhos, criados com todo carinho para você colorir e aprender um pouquinho a respeito de lugares incríveis na Ilha da Magia. Quer saber mais? Click no link e conheça-o por inteiro:

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Até a próxima aventura pelo nosso rico e fantástico Brasil!

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